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Palestra mobiliza comunidade no combate à Dengue,Chikungunya e Zika vírus

Publicado em 16/02/2016 00:00:00


 

Com o tema “Conhecendo o Aedes aegypti”, a bióloga e pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Denise Valle, apresentou uma palestra/debate, na noite desta segunda-feira (15/02), no Teatro Municipal, em Prados, que reuniu mais de 100 participantes. O evento foi uma realização da Prefeitura Municipal de Prados, através do Departamento Municipal de Saúde.

Em Prados a preocupação é grande. A dengue chegou ao Brasil em 1986 e somente agora, 30 anos depois, Prados constatou o primeiro caso da doença. Por causa disso a população está bastante envolvida com o problema, que já conta com 20 casos suspeitos, dos quais seis já confirmados laboratorialmente.

A palestra abordou os seguintes temas: Quem é o Aedes aegypti? Como reconhece-lo? Qual o seu habitat? Procurando criadouros? Mitos e verdades, e Estratégias de controle.

Denise lembrou que a Dengue já existe no Brasil há 30 anos e somente agora chegou a Prados e que por causa disso as pessoas estão se sentindo agredidas. Contudo, o combate ao mosquito deve ser um trabalho de todo mundo, afirma a pesquisadora.

Segundo ela a Dengue desafia os conceitos e não é só uma questão de saúde. A doença desafia também o poder público, no tocante às questões da água, do lixo e muitas outras. Mas é preciso lembrar que é necessário o empenho de todos no combate pois, “de cada cinco criadouros quatro estão dentro de casa”, afirma a pesquisadora.

“Não adianta só cobrar a Prefeitura e os governos Estadual e Federal, o trabalho tem que ser realizado em cada casa. É preciso que as pessoas adotem uma nova conduta e a chegada da Dengue em Prados é o momento ideal para que as pessoas adotem esta nova conduta”, declara Denise.

Ela informou que leva entre sete a 10 dias para a transformação do ovo em mosquito adulto, portanto o cuidado tem que ser realizado ao menos uma vez por semana, para não haver proliferação.

A pesquisadora explicou que a campanha “10 Minutos contra a Dengue”, lançada pela Fiocruz e agora incorporada pelo Governo de Minas e por prefeituras, atende exatamente a este ciclo. “É o passo correto, pois se semanalmente as pessoas derem sua atenção para o combate dos criadouros em suas casas, não haverá tempo para as larvas se transformarem em mosquitos adultos”, explica.

Olhos de mosquito:

É preciso que as pessoas entendam este combate ao mosquito de uma forma diferente. Elas sempre olham e mantém sob vigiaos locais comuns, como vasos de plantas, potes, pneus e outros. Porém, é preciso ver com o olhar do mosquito. “Denise exemplifica dizendo “se eu fosse um mosquito aonde eu iria botar os ovos?”. Assim é preciso verificar as calhas, as lajes, entulhos de obras, uma lona que faz barriga, na bandeja atrás da geladeira e outros locais que acumulam água e que normalmente as pessoas não percebem. É aí que o mosquito encontra uma “verdadeira maternidade, um parquinho de diversões”, esclarece a pesquisadora.

Denise afirma que não devemos descuidar do controle doméstico que as pessoas já fazem normalmente, porém, é preciso não esquecer estes outros locais, que acabam sendo até mais propícios para o surgimento dos criadouros do Aedes aegypti.

Participou também do evento a enfermeira coordenadora de Epidemiologia da Secretaria de Saúde de São João del-Rei, Eliene Jaqueline de Andrade Freitas. Ela destacou a sintomatologia das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti e os procedimentos adotados no tratamento.

Denise Valle:

Possui graduação em Biologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1982), mestrado em Ciências Biológicas (Genética) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1986), doutorado em Ciências Biológicas (Biofísica) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1992) e pós-doutorado em Biologia do Desenvolvimento, na Université Paul Sabatier, Toulouse, Franca. Atualmente é pesquisadora titular da Fundação Oswaldo Cruz e trabalha no Laboratório de Biologia Molecular de Flavivírus. Tem experiência na área de Parasitologia, com ênfase em Entomologia e Malacologia de Parasitos e Vetores, atuando principalmente nos seguintes temas: Aedes aegypti, Anopheles, embriogênese, biossegurança aplicada a insetários de vetores, resistência a inseticidas, estratégias alternativas de vigilância e controle de vetores.

Extraído: Escavador.com

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