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MOVIMENTO “VETA LIU”

Publicado em 29/12/2015 00:00:00


 

Comunidade se mobiliza e promete colher assinatura em abaixo assinado.

Uma parcela da comunidade pradense se reuniu nesta terça-feira (29/12) na frente da Prefeitura, em uma manifestação espontânea pedindo ao Prefeito Liu para vetar a compra de um terreno no valor de R$ 165 mil reais pela Câmara Municipal.

Isso porque os vereadores aprovaram em Sessão Extraordinária, por unanimidade, na tarde de ontem, um Projeto de Lei que autoriza a aquisição do terreno. O recurso a ser utilizado refere-se a sobra orçamentária anual da Câmara Municipal em 2015.

A insatisfação popular já ocorria desde o início da noite de ontem pelas redes sociais, quando muitas pessoas manifestaram sua indignação pela aquisição do terreno, uma vez que o País está atravessando uma grande crise econômica e Prados, com a curta arrecadação do Orçamento Municipal, está vivendo dias de controle financeiro, para manter em dia os compromissos do Executivo Municipal.

Somente para fechar o ano de 2015, a Santa Casa de Prados, que é referência em saúde na região, precisa de um aporte financeiro de aproximadamente R$ 200 mil reais. Tal recurso teria que vir de um aumento da subvenção anual que a entidade recebe da Prefeitura, que atualmente é de R$ 600 mil reais.

Alexandre Velho, que tomou a iniciativa da manifestação popular e convocou o pessoal para sair à rua, no chamado movimento “VETA LIU” declarou: Acho que demonstrar a insatisfação nas redes sociais ajuda muito, mas a manifestação nas ruas alcança mais pessoas, mobiliza mais a população, porque muitos não tem acesso.

“É claro que não se justifica um gasto de R$ 165 mil para a compra de um terreno para construção de uma sede da Câmara, na atual situação do Brasil e também a de Prados, que é uma cidade de baixa arrecadação orçamentária”.

Ele continua afirmando que a oferta da Prefeitura de ceder um terreno em área nobre do Bairro de Pinheiro Chagas, para a Câmara construir é boa, mas de nada adiantaria neste momento, porque ainda teríamos que arcar com os custos da construção do imóvel. O que é bastante caro.

“Entendo que continuar pagando um aluguel de R$ 750,00, como me parece que a Câmara está pagando atualmente seria muito mais sensato e viável. Porém, acho que seria super viável investir o recurso da sobra orçamentária na Santa Casa, que tem um ótimo atendimento. Se conseguirmos que os R$ 165 mil sejam investidos na Santa Casa seria uma grande vitória da população pradense, pois saúde é mais importante”, concluiu.

Em seguida os manifestantes se dirigiram à Câmara Municipal para mostrar sua indignação. No local foram recebidos pelas funcionárias, pois não havia nenhum vereador presente, uma vez que o Legislativo está de recesso.

Um dos manifestantes, Cláudio Vinícius, usou a palavra para avaliar a situação, dizendo acreditar que o Prefeito vai vetar a Lei aprovada, mas ressaltou que, como o recesso Legislativo termina no dia 10 de janeiro, a comunidade precisa continuar mobilizada para impedir a derrubada do possível veto do Prefeito.

Já o manifestante Luís Carlos Costa, (Cri), lembrou aos participantes que mesmo o Legislativo estando em recesso, existe uma Comissão de Recesso que deveria estar presente na Câmara Municipal.

A partir daí os participantes do movimento mostraram novamente sua indignação e perguntaram: Para que uma sede maior e com mais salas, é para ter mais espaço ocioso?

Saindo da Câmara os manifestantes foram à Prefeitura, como o Prefeito Liu está em viagem para Belo Horizonte, junto com o administrador da Santa Casa, Irai Carvalho, para assinar um convênio, onde a Santa Casa irá receber R$100 mil reais de Emenda Parlamentar do deputado Estadual Cristiano da Silveira.  Eles foram recebidos pelo Vice-prefeito Marcos Possa.

Marcos ressaltou que apesar da votação da Lei ter sido aprovada por unanimidade, nem todos os vereadores concordavam com ela, mas votaram numa espécie de troca de compromisso para que os vereadores do PSDB (maioria na Casa), aprovassem também a Lei que permite a implantação da Copasa na Comunidade do Bichinho e a perfuração de dois poços artesianos, um na Comunidade do Coqueiro e outro na Estação de Prados. Estas três comunidades tem graves problemas de falta de água tratada.

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